domingo, 6 de julho de 2008
Documentário sobre Moebius
Imperdível! Assista ao documentário "Moebius Redux", lançado em 2007, foi dirigido e escrito por Hasko Baumann. Trata da obra do fantástico ilustrador e escritor francês Jean Giraud, o Moebius, autor de "Garagem Hermética", "Incal", entre outras HQs de peso. Leia mais no IMDB.
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terça-feira, 4 de março de 2008
Frank Black is Back!
Bacana!
Li uma notícia que "Millenium", um dos meus seriados televisivos prediletos, volta ao ar novamente nos Estados Unidos, depois de quase de dez anos no limbo, no canal de filmes de terror Chiller TV.
A série, criada por Chris Carter, o mesmo de Arquivo X, era sombria e apocalíptica, lidava com os mostros terrenos e interiores. Millenium, que teve três temporadas e foi exibida nos EUA entre 1996 e 1999, guarda certas semelhanças de atmosfera com Twin Peaks, de David Lynch. Aqui no Brasil foi veiculado no canal Fox.
O personagem principal é o soturno Frank Black, especialista em perfis criminais. Ele é interpretado com excelência e precisão pelo pintor, escultor e ator Lance Henriksen, um ex-agente do FBI que se junta ao Grupo do Milênio, uma organização que presta consultoria para casos macabros e luta contra "as forças do mal e das trevas".
Black possui uma habilidade incomum: consegue “ver o que passa na mente” dos assassinos e dos "nem sempre" criminosos personagens com os quais ele cruza pelo caminho.
Este dom o torna uma pessoa atormentada, amargurada e fechada, uma situação insustentável para a idílica vida familiar que ele tenta manter, a todo custo, com a esposa - a psicóloga Catherine - e a filha - Jordan (uma atuação solar da então pequena atriz Brittany Triplady) - na nova "casa amarela", em Seattle. Para piorar, Frank suspeita que Jordan tenha herdado o mesmo "talento" psíquico-sensitivo.
Como sempre, as coisas nem sempre parecem o que são e, no decorrer das temporadas, Frank acaba, do outro lado do balcão, combatendo a atuação e a ideologia do Grupo do Milênio.
Ok. Há altos e baixos. Mas o seriado mais acerta do que erra. O projeto, rodado em Vancouver, no Canadá, teve boa produção, grana investida e uma concepção bem resolvida, capitaneada pelo idealizador, o produtor Chris Carter, o J.J.Abrams da década passada. A edição das vinhetas, nas quais mostrava Frank "entrando na mente do criminoso, era uma atração à parte, com cortes rápidos e cenas aterradoras. A fotografia, sempre soturna, lembrava velhos seriados policiais.
E, é claro, "Millenium" trazia boas histórias. No rol, temas “bem lights” como exorcismo, o inferno das operadoras de telemarketing, abuso sexual, canibalismo, pragas mortais, rapto de jovens, uma coleção variada de assassinos seriais, o anticristo, clonagem de seres humanos, um divertido bate-papo entre demônios e, até mesmo, a linhagem de Madalena, assunto depois explorado no best-seller “O Código da Vinci”, de Dan Brown.
A série não se aventura pelo sobrenatural, muito embora invoque elementos místicos e religiosos em seus histórias. "Millenium" traduz uma certa nostalgia, uma reflexão sobre uma era caótica e imprevisível que ainda estavamos vivendo.
Para quem quiser se embrenhar mais na jornada de Frank Black, as temporadas estão disponíveis em DVD, uma excelente fonte de consulta é o site The Millenium Abyss.
Recentemente, Lance Henriksen atou no filme "Dying God" (ainda inédito no Brasil), do diretor francês Fabrice Lambot, e na novela Caminhos do Coração, da Rede Record.
Li uma notícia que "Millenium", um dos meus seriados televisivos prediletos, volta ao ar novamente nos Estados Unidos, depois de quase de dez anos no limbo, no canal de filmes de terror Chiller TV.
A série, criada por Chris Carter, o mesmo de Arquivo X, era sombria e apocalíptica, lidava com os mostros terrenos e interiores. Millenium, que teve três temporadas e foi exibida nos EUA entre 1996 e 1999, guarda certas semelhanças de atmosfera com Twin Peaks, de David Lynch. Aqui no Brasil foi veiculado no canal Fox.O personagem principal é o soturno Frank Black, especialista em perfis criminais. Ele é interpretado com excelência e precisão pelo pintor, escultor e ator Lance Henriksen, um ex-agente do FBI que se junta ao Grupo do Milênio, uma organização que presta consultoria para casos macabros e luta contra "as forças do mal e das trevas".
Black possui uma habilidade incomum: consegue “ver o que passa na mente” dos assassinos e dos "nem sempre" criminosos personagens com os quais ele cruza pelo caminho.Este dom o torna uma pessoa atormentada, amargurada e fechada, uma situação insustentável para a idílica vida familiar que ele tenta manter, a todo custo, com a esposa - a psicóloga Catherine - e a filha - Jordan (uma atuação solar da então pequena atriz Brittany Triplady) - na nova "casa amarela", em Seattle. Para piorar, Frank suspeita que Jordan tenha herdado o mesmo "talento" psíquico-sensitivo.
Como sempre, as coisas nem sempre parecem o que são e, no decorrer das temporadas, Frank acaba, do outro lado do balcão, combatendo a atuação e a ideologia do Grupo do Milênio.
Ok. Há altos e baixos. Mas o seriado mais acerta do que erra. O projeto, rodado em Vancouver, no Canadá, teve boa produção, grana investida e uma concepção bem resolvida, capitaneada pelo idealizador, o produtor Chris Carter, o J.J.Abrams da década passada. A edição das vinhetas, nas quais mostrava Frank "entrando na mente do criminoso, era uma atração à parte, com cortes rápidos e cenas aterradoras. A fotografia, sempre soturna, lembrava velhos seriados policiais.
E, é claro, "Millenium" trazia boas histórias. No rol, temas “bem lights” como exorcismo, o inferno das operadoras de telemarketing, abuso sexual, canibalismo, pragas mortais, rapto de jovens, uma coleção variada de assassinos seriais, o anticristo, clonagem de seres humanos, um divertido bate-papo entre demônios e, até mesmo, a linhagem de Madalena, assunto depois explorado no best-seller “O Código da Vinci”, de Dan Brown.A série não se aventura pelo sobrenatural, muito embora invoque elementos místicos e religiosos em seus histórias. "Millenium" traduz uma certa nostalgia, uma reflexão sobre uma era caótica e imprevisível que ainda estavamos vivendo.
Para quem quiser se embrenhar mais na jornada de Frank Black, as temporadas estão disponíveis em DVD, uma excelente fonte de consulta é o site The Millenium Abyss.
Recentemente, Lance Henriksen atou no filme "Dying God" (ainda inédito no Brasil), do diretor francês Fabrice Lambot, e na novela Caminhos do Coração, da Rede Record.
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domingo, 2 de março de 2008
Altamente recomendável...
...para fãs de filme de terror.
"O Orfanato" é uma pequena obra prima do gênero, produzida por Guillermo del Toro, o mesmo do excelente "O Labirinto do Fauno".
O filme marca a estréia na direção do espanhol Juan Antonio Bayona em uma co-produção de Espanha e México. Vale salientar as excelentes atuações das atrizes Belén Rueda e Geraldine Chaplin.
"O Orfanato" é uma pequena obra prima do gênero, produzida por Guillermo del Toro, o mesmo do excelente "O Labirinto do Fauno".O filme marca a estréia na direção do espanhol Juan Antonio Bayona em uma co-produção de Espanha e México. Vale salientar as excelentes atuações das atrizes Belén Rueda e Geraldine Chaplin.
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domingo, 20 de janeiro de 2008
No forno
A novela gráfica Um Outro Pastoreio chega à reta final. Publicamos algumas novidades no site.
Estamos na etapa da revisão. Certamente não é um momento excitante como a pesquisa ou a escrita mas não adianta... Tem que tamborilar a história. A revisão é uma dona tempestuosa e cheia de manias que nos demanda atenção e afeto. E é uma colaboradora fundamental para a criança nascer bonita.
O legal de chegar nesta etapa é que a mente almeja novas experiências. Há outra novela gráfica esquadrinhada, intitulada "Lobos e Borboletas", mas antes, confesso, preciso tomar fôlego. O Índio que o diga ("Um Outro Pastoreio" deve ultrapassar as 160 páginas!).
Entonces, comecei a traçar algo mais singelo. Há muito queria trabalhar com o gênero de terror e suspense. Sou fã confesso de Stephen King. Na semana passada, quando cruzava uma travessa junto com um amigo, surgiu um esboço de uma trama.
Esta escadaria fica na rua 24 de maio, bem na zona central de Porto Alegre.

Aí começou o empilhamento de referências. Led Zeppelin ("... and she's buying a starway to heaven"), livros de alquimia, Dante Alighieri (as sete patamares cósmicos e as sete esferas planetárias), alguns fotografias da virada do início do século XX, como Alvin Coburn, Eugène Adget e outros, e a atmosfera já está montada.
Saí a campo em parceria com a fotógrafa Yara Baungarten para colher imagens de escadarias de Porto Alegre e diagramei o cartaz-teaser acima. É uma espécie de talismã de "auto-empilhamento" (alguns chama de motivação). Mais novidades em breve.
Estamos na etapa da revisão. Certamente não é um momento excitante como a pesquisa ou a escrita mas não adianta... Tem que tamborilar a história. A revisão é uma dona tempestuosa e cheia de manias que nos demanda atenção e afeto. E é uma colaboradora fundamental para a criança nascer bonita.O legal de chegar nesta etapa é que a mente almeja novas experiências. Há outra novela gráfica esquadrinhada, intitulada "Lobos e Borboletas", mas antes, confesso, preciso tomar fôlego. O Índio que o diga ("Um Outro Pastoreio" deve ultrapassar as 160 páginas!).
Entonces, comecei a traçar algo mais singelo. Há muito queria trabalhar com o gênero de terror e suspense. Sou fã confesso de Stephen King. Na semana passada, quando cruzava uma travessa junto com um amigo, surgiu um esboço de uma trama.Esta escadaria fica na rua 24 de maio, bem na zona central de Porto Alegre.

Aí começou o empilhamento de referências. Led Zeppelin ("... and she's buying a starway to heaven"), livros de alquimia, Dante Alighieri (as sete patamares cósmicos e as sete esferas planetárias), alguns fotografias da virada do início do século XX, como Alvin Coburn, Eugène Adget e outros, e a atmosfera já está montada.
Saí a campo em parceria com a fotógrafa Yara Baungarten para colher imagens de escadarias de Porto Alegre e diagramei o cartaz-teaser acima. É uma espécie de talismã de "auto-empilhamento" (alguns chama de motivação). Mais novidades em breve.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Retornando à Labuta dos Blogs
Em março, o desafio foi lançado: seria possível ampliar a história da novela gráfica? Acreditávamos que sim.
Rolou uma confluência de interesses. De um lado, tínhamos personagens, cenas e histórias que haviam ficado de fora na edição de fevereiro; de outro, a editora nos solicitou que ampliássemos o projeto (avalio que seja um fato bastante curioso --- mesmo sendo um novato no ramo --- creio que o natural é que as editoras peçam para cortar não para ampliar). Beleza! Entonces, bueno... Mãos à obra!
Respirei fundo e mergulhei novamente no universo do Um Outro Pastoreio e por lá estive pastoreando nos últimos quatro meses. De maio a julho, reescrevi toda a história. A novela gráfica abriu espaço para personagens, novos protagonistas e coadjuvantes, com a inclusão de subtramas. Escrevi cerca de 90 páginas que, provalvemente, irão se tornar um álbum capa dura de 140 páginas ou mais (no qual, pretendemos também incluir pencas de materiais extras, como "making of", rascunhos, trechos do roteiros, as lendas narradas por Apolinário Porto Alegre e João Simões Lopes Neto etc).
Nesse meio tempo, na sala do ilustrador doido Everson Índio Nazari, uma dezena de bonecos manipuláveis começaram a tomar vida. Vale a pena dar uma conferida no que este bagual anda aprontando. Ele está publicando um pouco deste processo lá no Flickr.
Enquanto edito a história, o Índio está tamborilando as imagens do livro. Esperamos que, até fins de outubro ou início de novembro, este Outro Pastoreio tome a sua forma final (ao menos, é que o esperamos). Ainda não temos a previsão do lançamento. Mas esperamos que as pessoas curtam e que seja uma boa história.
. . . . . . .
Ah... Já estou trabalhando no argumento de três novas histórias (nomes provisórios): "O Desaparecido (no Reino de Ali Onde Não Havia Nada)", "Lobos e Borboletas" e "A Misteriosa e Terna Armadilha Trágica Chamada Amor".
Baita abraço a todos!
Rolou uma confluência de interesses. De um lado, tínhamos personagens, cenas e histórias que haviam ficado de fora na edição de fevereiro; de outro, a editora nos solicitou que ampliássemos o projeto (avalio que seja um fato bastante curioso --- mesmo sendo um novato no ramo --- creio que o natural é que as editoras peçam para cortar não para ampliar). Beleza! Entonces, bueno... Mãos à obra!
Respirei fundo e mergulhei novamente no universo do Um Outro Pastoreio e por lá estive pastoreando nos últimos quatro meses. De maio a julho, reescrevi toda a história. A novela gráfica abriu espaço para personagens, novos protagonistas e coadjuvantes, com a inclusão de subtramas. Escrevi cerca de 90 páginas que, provalvemente, irão se tornar um álbum capa dura de 140 páginas ou mais (no qual, pretendemos também incluir pencas de materiais extras, como "making of", rascunhos, trechos do roteiros, as lendas narradas por Apolinário Porto Alegre e João Simões Lopes Neto etc).
Nesse meio tempo, na sala do ilustrador doido Everson Índio Nazari, uma dezena de bonecos manipuláveis começaram a tomar vida. Vale a pena dar uma conferida no que este bagual anda aprontando. Ele está publicando um pouco deste processo lá no Flickr.
Enquanto edito a história, o Índio está tamborilando as imagens do livro. Esperamos que, até fins de outubro ou início de novembro, este Outro Pastoreio tome a sua forma final (ao menos, é que o esperamos). Ainda não temos a previsão do lançamento. Mas esperamos que as pessoas curtam e que seja uma boa história.
. . . . . . .
Ah... Já estou trabalhando no argumento de três novas histórias (nomes provisórios): "O Desaparecido (no Reino de Ali Onde Não Havia Nada)", "Lobos e Borboletas" e "A Misteriosa e Terna Armadilha Trágica Chamada Amor".
Baita abraço a todos!
terça-feira, 24 de julho de 2007
evoluindo
Após algumas conversas com editoras e entre nós, resolvemos rechear mais a nossa obra. A história cresceu e a arte tbm...

a concepção não mudou, porém amadureceu bastante, e agora estamos bem satisfeitos com o resultado, o desenho das pgnas ainda estão sendo estudados, mas ta tudo se encaminhando pra um belo e trabalhoso fechamento, mais imagens do processo em indio_san.

a concepção não mudou, porém amadureceu bastante, e agora estamos bem satisfeitos com o resultado, o desenho das pgnas ainda estão sendo estudados, mas ta tudo se encaminhando pra um belo e trabalhoso fechamento, mais imagens do processo em indio_san.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Quero te Contar
O ilustrador e designer Gus Bozetti fez uma nota bacana sobre o projeto no blog Quero Te Contar.
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um outro pastoreio
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